SÃO PAULO - Depois de uma semana marcada por forte volatilidade nas bolsas globais, com o noticiário corporativo e as palavras de Bernanke levando os principais índices de Wall Street ao menor patamar dos últimos dois meses, a ausência de fatores negativos traz um clima mais ameno aos mercados globais nesta manhã.
O dia é de agenda fraca nos EUA, que celebram o feriado nacional de Veterans Day e têm o mercado de títulos fechado. Nenhuma empresa de maior projeção divulgará seu balanço trimestral e, até então, o noticiário corporativo não traz maiores preocupações, sobretudo com novos desdobramentos da crise subprime.
O encerramento em forte queda das bolsas asiáticas nesta segunda-feira (12) ainda reflete o mau-humor de Wall Street na última sessão. Na Europa, as bolsas operam sem tendência definida, enquanto os mercados futuros nos EUA apresentam tímidas variações. O petróleo, por sua vez, cede à realização e opera no vermelho.
Até quando?
A dúvida que fica é até quando os investidores podem contar com esta aparente calmaria. Se a segunda-feira é de agenda econômica pouco expressiva, dos próximos dias da semana não se pode dizer o mesmo. Além disso, o noticiário corporativo pode trazer surpresas pouco favoráveis, a exemplo do que ocorreu na última semana.
A AGK Corretora de Câmbio traça os principais fatores que pedem atenção. Dados apontando inflação em alta e atividade em desaceleração devem trazer ainda mais incertezas sobre o futuro da economia norte-americana e sobre os próximos passos do Fed para o juro básico do país.
As notícias e resultados negativos dos setores financeiro e imobiliário também podem reforçar o sentimento negativo e a aversão ao risco, assim como o dólar mais fraco e o preço do petróleo em patamares tão elevados. A corretora espera que tais pontos sirvam de referência para o ajuste de posição dos mercados, contribuindo para manter a tensão e a volatilidade próximas do ambiente de negócios.
A AGK não é a única a ter esta opinião. Fazendo um balanço dos recentes indicadores da economia norte-americana, o banco de investimentos Wells Fargo lembra que os impactos do subprime sobre o lado real da economia do país, até o momento pouco presentes nos indicadores - a não ser pelo setor imobiliário - podem vir à tona nos próximos meses, pedindo cautela não só dos investidores, mas também do Fed.
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