Para Merrill Lynch, Brasil será investment grade no segundo semestre de 2008
Por: Juliana Pall Farias
29/11/07 - 14h01
InfoMoney
SÃO PAULO - As conquistas macroeconômicas alcançadas pelo Brasil nos últimos anos - estabilidade da inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal - criaram uma sólida base para que, no segundo semestre de 2008, o país alcance o tão esperado grau de investimento.
Tal visão é de Pedro Martins, estrategista de renda variável para América Latina da Merrill Lynch, exposta no 4º Seminário Anbid de Mercados de Capitais nesta quinta-feira (29).
E os pilares que guiarão o Brasil ao grau de investimento são estruturais, já que, ao contrário do que se acredita, a expansão da economia doméstica é movida pelo consumo interno, e não pela oscilação dos preços de commodities no setor externo.
Embora o Brasil ainda seja fortemente associado a uma economia dependente de commodities, 80% do PIB (Produto Interno Bruto) é direcionado a consumo público e privado. "O que move este país para frente ou para trás em crescimento é a atividade doméstica", disse o estrategista da Merrill Lynch.
Selic a 8,5% em menos de três anos
Com o grau de investimento, o Brasil também terá margem para convergência da curva de juro e continuidade do processo de redução da taxa Selic. Para Martins, com o investment grade o Brasil terá condição de criar sua própria curva de juros doméstica. Por conseqüência, a renda fixa atualmente muito concentrada no curto prazo poderá ampliar a curva.
Adicionalmente, o processo de cortes no juro básico doméstico poderá ser retomado. A visão do banco de investimentos é que ao longo dos próximos anos a política de redução da taxa Selic tenha continuidade, com uma estimativa - classificada por Martins de "grosseira" - de um ponto de convergência próximo de 8,5% ao ano em um prazo de 2,5 a 3 anos, ou mesmo antes.
Só falta regular!
A melhora do cenário macroeconômico doméstico também foi destacada por Carlos Geraldo Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da FGV (Fundação Getúlio Vargas), no seminário promovido pela Anbid.
Para Langoni, o Brasil caminha para um novo padrão de desenvolvimento - qualitativamente superior - e um novo estágio de crescimento sustentado, associado a baixa inflação, que converge a melhoras não só econômicas, mas também sociais, com o casamento de crescimento com redução na pobreza e melhoria da distribuição de renda.
"Nós precisamos é consolidar este processo, tornar esse processo irreversível - pra isso falta muito pouco -, retomar as grandes reformas, principalmente a tributária, e avançar no processo de abertura da nossa economia, que é o ingrediente fundamental para que o Brasil de fato possa alcançar um novo nível de crescimento potencial e muito menos volátil, bem mais estável do que aqueles que experimentamos no passado", conclui Langoni.
Tal visão é de Pedro Martins, estrategista de renda variável para América Latina da Merrill Lynch, exposta no 4º Seminário Anbid de Mercados de Capitais nesta quinta-feira (29).
E os pilares que guiarão o Brasil ao grau de investimento são estruturais, já que, ao contrário do que se acredita, a expansão da economia doméstica é movida pelo consumo interno, e não pela oscilação dos preços de commodities no setor externo.
Embora o Brasil ainda seja fortemente associado a uma economia dependente de commodities, 80% do PIB (Produto Interno Bruto) é direcionado a consumo público e privado. "O que move este país para frente ou para trás em crescimento é a atividade doméstica", disse o estrategista da Merrill Lynch.
Selic a 8,5% em menos de três anos
Com o grau de investimento, o Brasil também terá margem para convergência da curva de juro e continuidade do processo de redução da taxa Selic. Para Martins, com o investment grade o Brasil terá condição de criar sua própria curva de juros doméstica. Por conseqüência, a renda fixa atualmente muito concentrada no curto prazo poderá ampliar a curva.
Adicionalmente, o processo de cortes no juro básico doméstico poderá ser retomado. A visão do banco de investimentos é que ao longo dos próximos anos a política de redução da taxa Selic tenha continuidade, com uma estimativa - classificada por Martins de "grosseira" - de um ponto de convergência próximo de 8,5% ao ano em um prazo de 2,5 a 3 anos, ou mesmo antes.
Só falta regular!
A melhora do cenário macroeconômico doméstico também foi destacada por Carlos Geraldo Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da FGV (Fundação Getúlio Vargas), no seminário promovido pela Anbid.
Para Langoni, o Brasil caminha para um novo padrão de desenvolvimento - qualitativamente superior - e um novo estágio de crescimento sustentado, associado a baixa inflação, que converge a melhoras não só econômicas, mas também sociais, com o casamento de crescimento com redução na pobreza e melhoria da distribuição de renda.
"Nós precisamos é consolidar este processo, tornar esse processo irreversível - pra isso falta muito pouco -, retomar as grandes reformas, principalmente a tributária, e avançar no processo de abertura da nossa economia, que é o ingrediente fundamental para que o Brasil de fato possa alcançar um novo nível de crescimento potencial e muito menos volátil, bem mais estável do que aqueles que experimentamos no passado", conclui Langoni.















Pessoal, temos uma nova corretora em Poa chamada Sim investimentos. Ela faz parte do grupo Souza Barros, eles projetam ganhos maiores que o da Geração Futura. Eu e Airton estaremos realizando uma reunião com eles nessa semana, provavelmente na quinta-feira quem tiver interesse de nos acompanhar e conhecer o trabalho deles entre em contato pelo blog.